sexta-feira, 9 de julho de 2010

Aceitando

Ela realmente sabia o que ele tinha em mente, ela não só sabia, como correspondia, e achava que era algo que abdicar seria burrice. Não havia um motivo concreto para ela desistir, apenas motivos reais para que ela continuasse insistindo, mesmo que no fim não desse nada. Anne apenas conformou-se com a história: os dois melhores amigos estavam tendo sentimentos a mais do que deveriam, mas aquilo não era errado; mais uma experiência para os dois.
Foram à escola no mesmo dia, comportaram-se normalmente, não houve nenhuma suspeita ou desconhecimento de parte alguma; os colegas eram os mesmos e sequer se importaram em ver os beijos, já estavam acostumados. Na volta para casa, não foi muito diferente, as reações foram nulas.
Com o mesmo pretexto de estudar, Anne passou as últimas horas do dia na casa de Alex, enquanto a mãe dele estava fora, para ficarem juntos mais tempo. A serenidade daquele dia foi embora no momento em que pisaram no quarto de Alex.
- Gostei - jogou-se na cama e deixou suas saias subirem; há quanto não queria fazer aquilo! Tirou os sapatos - Sente-se comigo - e um olhar malicioso sai daquelas castanhas amarronzadas.
Ele andou, também tirou os sapatos, sentou-se ao lado dela.
- Está diferente hoje - ele sabia o que dizia, sabia o que ela queria e o que estava fazendo naquele momento. Ah, se algum dia ela descobrisse o quanto ele sabia dela, eles só precisavam de olhares.
- É claro - pousou a mão dele em sua coxa. Havia algo naquela garota simples de treze anos que a fazia ser irresistível, nem ele conseguiu controlar-se.
- Tem certeza de que quer fazer isso Anne? - não era exatamente uma privação, ele também queria, mas odiaria levar culpa de persuasivo no final.
- Sim - um olhar fundo nos olhos dele, uma palavra dita calorosamente e pensada várias vezes, uma decisão que mudaria tudo.
Em pouco tempo, todo o rumo daquela amizade mudou. Os beijos e carícias começaram, surgiu o momento "como tirar todas estas roupas" e enquanto faziam isso, nada além daqueles minutos se passou pela cabeça de cada um.
Os beijos foram gradativos, evoluindo após um tempo, para os carinhos nos lugares de objetivo, junto com o desconforto por nunca terem feito nada assim, mas, tudo que não era bom, foi escondido para que aquilo fosse relembrado com um sorriso, não com gargalhadas.
Enquanto mantinham as bocas juntas, inclinaram-se e, nesse momento, Anne falou.
- A porta.
Ainda estava aberta e, num pulo, Alex levantou-se e fechou-sa, mas logo voltou ao que fazia antes. Anne, deitada na cama, meio que apoiada nos cotovelos, ele andou em direção a ela e deitou-se entre suas pernas, os dois não estavam completamente nus ainda, tanto que tudo que vem antes continuou por algum tempo até que o ato fosse consagrado.
Moviam-se tão tranquilamente que mais lhe parecia um caminho, mas não estavam nem no meio dele e precisavam continuar. Lentamente, Alex enganchou seu dedo médio e o anular do lado direito da calcinha de Anne, num movimento automático e, Anne o correspondeu, levantou a bacia, de modo que ele conseguisse tirar a última peça que lhe faltava no corpo; e assim ele o fez, levantou um pouco seu corpo para que ela conseguisse quase encostar os joelhos e arrastou o pedaço de pano pela pele lisa até os pés, onde deixou que ela fizesse o resto.
Nesse mesmo instante, tirou a mesma peça que lhe faltava no corpo, e Anne só percebeu quando ele a olhou com uma pergunta nos olhos, aguardando uma resposta como só ele sabia fazer, ela, assentiu.
PS: A história de Anne fica inacabada até inspirações e continuidade maiores.

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