sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Poema 125

Eu quero que saibam que o amor não é só amor 
Que as madrugadas solitárias tiram meu coração do compasso 
Que as despedidas são de lágrimas e dor 
E que não há nada que compense a falta no espaço 
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O arrastar pelos dias se torna lento 
A saudade consome as energias 
O sentimento em si torna-se um tormento 
Sobrevivendo por sobre a agonia 
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Mas não há nada como o encontro 
Não há calmaria maior que a pele grudada 
Eu me sinto mal o tempo todo 
Porém continuo esperando pela tua chegada 

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Poema 124

Ouço sua voz e de repente o mundo silencia
Você se esforça pra me tirar desse redemoinho 
Repito as frases que me devoram fria 
E você chora ao som do meu corpo ruindo 
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Na madrugada eu te acordo quase sempre 
O meu medo de mim é maior que da morte 
Você me protege desse desejo iminente 
E torce pra que eu sobreviva com sua sorte 
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Acima dos fantasmas há o amor 
Ambos brigam dentro da minha cabeça 
E além disso, você me diz o que for 
Pra que eu me acalme e não enfraqueça 
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Acontece que eu não sei como pesar 
O que seria melhor pra todos 
Eu sinto que eu sigo bem em atrapalhar 
Mas seria um descanso se o caminho fosse outro 

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Poema 123

Respiro
Não sei como continuo 
Caminho
Tudo à minha volta é escuro 
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Choro
A dor passa do peito pra cabeça 
Imploro
Que no sono profundo eu adormeça 
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Vivo? 
Não me considero mais útil 
Sobrevivo 
Só eu sei como ainda luto 

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Poema 122

A agressão própria é muito pior
Num mundo que ignora a tristeza 
A semente cresce cada vez maior 
Tanto que me transformou em incerteza 
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Há dias em que eu vou ter esperança 
Sorrir sinceramente e fazer planos 
Mas nesses dias eu até cogito a vingança 
Do ódio que me foi inflingido ao longo dos anos 
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Essa vingança não atingiria ninguém 
Na verdade os deixaria livre do caos 
Eu não me sinto viva, veja bem 
Seria apenas uma história com um final 

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Poema 121

Tenho a breve sensação
De que talvez possa conseguir  
Que eu possa ter uma razão 
Pra essa dor que insiste em me atingir 
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Eu sonho com dias acordando contigo 
E noites beijando tuas costas 
Caminhos juntamente percorridos 
Uma companhia que me consola 
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Eu posso estar mais certa que errada 
E torço pra que tudo possa se realizar 
De modo que nunca me sinta mais atordoada 
De tanta coisa que a vida me faz passar 

domingo, 25 de setembro de 2016

Poema 120

Eu vou te ligar várias vezes e várias madrugadas
Infelizmente eu ainda não sei lidar com meus demônios sozinha 
Não espero que você os mate por mim em uma caçada 
Apenas preciso de ajuda em me acalmar e seguir essa rotina 
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Eu vou falar de você para todas as pessoas que surgirem 
Pois é a parte que me mantém viva e lutando 
Talvez você não saiba o quanto eu me inspire 
Nesse teu carinho que me protege do prazer ao pranto 
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Eu definitivamente não sei manipular ou enganar
E isso vai ficar claro quando eu disser algo que sinto 
Não que seja verdade ou eu queira te machucar 
Eu apenas sou sensível ao ponto de não saber como minto 

sábado, 24 de setembro de 2016

Poema 119

A minha pele é fria ao toque
Mas arrepia com o seu calor 
Assim como meu beijo move 
O teu corpo todo em torpor
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Há mais que algumas horas em nossas noites 
Nossos corpos se unem no infinito 
Dentre todos os outros sabores 
Eu prefiro aquele que você possui no íntimo 
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Você me conhece mais que eu 
E isso não lhe deixa margem ao me satisfazer 
Eu mal soube lidar quando você cedeu 
E então eu me esforcei em ser o seu prazer 

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Poema 118

Ela me engole como predadora
Essa tristeza que nunca me deixa 
Eu me sinto mais uma perdedora 
Que foi surpreendida por suas presas 
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Eu nem consigo imaginar a dor indo embora 
É tanto pulso e pavor que até me falta o ar 
Depois de perder a noção das horas 
Eu finalmente respiro quando cessa o chorar 
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Cada vez mais ela se supera 
Me devora como uma péssima refeição 
O meu desejo era viver sem ela 
Mas eu não tenho como curar uma depressão 

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Poema 117

Hoje não tem poema, tem desabafo.

Desde que eu comecei um tratamento de verdade contra (?) meus problemas psicológicos, tem sido uma montanha russa. 
Eu me sinto mal, todos os dias. Alguns deles são o dia todo, alguns são quando eu realmente não aguento mais segurar e outros são antes de eu ter força pra continuar. 
Não é nada bom. Não é nada fácil. Eu me sinto incapaz por N motivos. 

Me sinto inútil por não conseguir fazer o que devo, trabalhar, estudar, comer, escovar os dentes. 
Me sinto um fardo por incomodar duas pessoas que são próximas à mim o suficiente pra que eu possa pedir socorro quando as coisas estão ruins demais. Por ligações de madrugada e falas ilógicas. 
Me sinto covarde por não ter coragem de largar tudo de uma vez. De me livrar disso e livrar essas duas pessoas desse peso. 
Me sinto burra por não conseguir me concentrar ou executar tarefas que fazia de modo tão simples antes disso. 
Me sinto fraca por não conseguir resistir ao turbilhão cada vez que vejo uma crise chegando. 

Eu vejo minhas crises chegando. Normalmente uma meia hora antes, eu aguento até estar em um lugar seguro e onde eu possa falar com alguém pra não fazer nenhuma merda. 
Eu não as vejo indo embora. Às vezes leva dias, eu carrego esse choro engasgado até a próxima crise. 

Eu não tenho como lutar quando são muito fortes. Eu consigo me controlar se são pequenas, se estou sozinha em um lugar estranho, se passei muitos dias bons antes delas. Mas normalmente, é dia sim, dia não. 

Eu não sei se a terapia me fez bem ou mal, eu só sei que cutucar as feridas me deixou pior. 
Eu tenho pesadelos. Com violência, gritos, lágrimas. Tenho medo de dormir e medo de acordar. Eu tenho gatilhos, diariamente. Coisas que eu realmente preferia não lembrar. Eu tenho uma família disfuncional, que joga pesos desnecessários em mim. 

Eu tenho sono, muito sono. Tão incontrolável que as vezes perco as aulas - à noite. Meu cabelo cai, muito. Minhas roupas são cheias de fios e eu não penteio pra não piorar. Eu raramente sinto fome. O que me faz entrar em guerra com o transtorno alimentar adormecido. Consequentemente, eu emagreço regularmente. Eu 'acordo' de crises com machucados, que eu não sei como surgiram. Eu fumo muito por causa da ansiedade e isso piora a asma, mas eu não ligo. 

Eu não sei onde quero chegar com isso. Não sabia quando comecei e sei menos ainda agora - e me refiro tanto ao texto quanto à terapia. 
Eu sobrevivi mais um dia. É isso. É sobreviver, lutando contra você mesma. 

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Poema 116

Leia-me como um de seus poemas favoritos
Sabendo alguns versos de cor 
Lembrando e esboçando um sorriso 
Sobre como aquela escrita te fez melhor 
---
Sinta meu cheiro nas entrelinhas 
Como se estivesse dentro de mim 
E diz suavemente 'és minhas' 
Me fazendo esquecer a razão que há aqui 
---
Deixe nossos corpos se unirem como nossas palavras 
Nessa sintonia que nunca vimos chegar 
Faça-me sentir querida e aconchegada 
Como eu lhe faço cada vez que podemos nos amar 

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Poema 115

Enquanto mergulhei em você deixei meus portões abertos
Você visitou cada cômodo e entendeu cada dor
Quando submergi eu já não sabia mais ao certo 
Como era possível sentir tanto amor 
---
Eu me perco entre meus próprios corredores 
Apenas para te encontrar no final com um abraço 
E dentro do seu colo e cheiro quentes e acolhedores 
Eu sinto que posso sobreviver dentro desse espaço 
---
Não sou um local em ruínas e mal assombrado
Mas a vida me fez como tal e eu tento lidar 
Às vezes vou ranger e te deixar incomodado 
Apenas porque preciso de ajuda em algo a consertar 

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Poema 114

Tomei uma dose de você
Mas isso não é suficiente 
O vazio insiste em permanecer 
Até nos dias em que estou contente 
---
De algum modo preciso me sentir viva 
E aproveito a hiperatividade 
Com alguma carga de adrenalina
Quase consigo vencer a ansiedade 
---
Quando desperto não sei mais o que houve 
E raramente é algo de que me orgulho 
Talvez ao me ver o estranho já soube 
Que eu procurava apenas um sortudo

domingo, 18 de setembro de 2016

Poema 113

Conhecer meus traumas
Não é conhecer minha pele 
É tentar entender como uma alma 
Sobrevive à tanta intempérie 
---
Fazer meu corpo arrepiar 
Não te dá nenhum direito sobre mim 
E mesmo que eu diga lhe amar 
O sentimento tem mil formas sem fim 
---
Portanto caso se encante 
Mantenha ainda sua distância 
Eu sou apenas um ser errante 
Que se dedica por qualquer aliança 

sábado, 17 de setembro de 2016

Poema 112

Eu não me apaixonei à primeira vista
Na verdade foi mais pela insistência
A ideia de ser a única escolhida
Mesmo que não houvesse nenhuma decência
---
Tenho pesadelos com a violência
As marcas na mente são piores que na pele
Sinto que ainda sofro certa influência
Dos atos propositais em que me fere
---
Tento ver como um capítulo
Mas ainda me culpo todos os dias
A minha vida, como teria sido
Sem essa relação doentia?

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Poema 111

Ela mordeu os lábios quando a morte lhe sorriu
De repente o universo era um clarão
Sem forma, como um aceso pavio
E a noite era sua própria redenção
---
Ela não teve medo e na verdade ficou triste
Teve que abandonar a ideia no meio do caminho
Eu entendo como esse amor entre eles existe
Mas ainda há dúvida sobre o quanto aguentam sozinhos
---
A ideia levou dias para se consolidar
E agora a vida a tomou de volta
Quem sabe quando o desejo retornará
E a deixará de novo com a boca torta?

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Poema 110

Eu não preciso apenas de um espaço
Que me deixem em paz por um tempo
Preciso exatamente do contrário
De algum conforto e acalento
---
Esse buraco no meu peito não fecha
Nem com remédios nem com terapia
Até sinto pena de quem comigo conversa
E acaba sofrendo ao ver minha agonia
---
Não entendo porquê ainda vivo
Eu só continuo respirando
O problema é não ter abrigo
Continuar sozinha e chorando

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Poema 109

O que você vai escolher sentir hoje
A saudade ou o sabor?
Por acaso o teu desejo abrange
Da delícia até a dor?
---
Raramente eu tenho esse poder
De excluir uma das alternativas
Tento resistir ao sofrer
E esgotar a alegria
---
É como viver em uma montanha russa
Nem sempre o frio na barriga é bom
E sem saber qual a próxima curva
Continuo subindo e descendo tal qual o tom

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Poema 108

Noite passada eu quase desisti
De você e de tudo que há à minha volta
O desejo veio e eu finalmente sucumbi
E você me fez ver que isso não importa
---
Não há como fugir de mim mesma
E a dor continua corroendo cada célula
Eu não consigo fugir para uma vida plena
Nem ao menos levantar e sair da treva
---
Eu faria mais por todos que por mim
E seria um alívio que você não enxerga
Porém continuo nesse inferno sem fim
Chorando cada noite à tua espera

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Poema 107

Como fugimos de nossos demônios
Se a cada pensamento eles continuam aqui
E como sobrevivemos aos desejos
De acabar com as dores em si?
---
A insegurança toma conta de cada um
E me dói mais que qualquer coisa
Será que existe um lugar em comum
Onde pessoas assim encontram sua força?
---
Hoje é um dia em que desisti de tentar
Talvez porque o mundo não pare
E enquanto eu luto para me recuperar
Eu sonho com o dia em que supere

domingo, 11 de setembro de 2016

Poema 106

Queria correr e nadar até sua cidade
Te tirar de casa ensopada de suor
Te entregar até minha própria liberdade
E ver se você consegue mesmo aliviar a dor
---
Eu vivo em função de uma vida a dois
Uma em que os pesadelos são acalmados
Com monólogos únicos que você compôs
Aqueles que me tiram desse pobre estado
---
Eu subiria no próximo avião nesse instante
Se tivesse ao menos como fazê-lo
Te abraçaria e teria em ti o amante
Que procuro entre tantos de que me rodeio

sábado, 10 de setembro de 2016

Poema 105

O quanto te assusta uma mulher decidida
Que talvez seja apenas uma máscara eficiente?
Uma que tenha amor sem medida
Que se mostre dedicada e competente?
---
O quanto te assusta a vida em si?
Essa que nos tira dos eixos dia sim, dia não
Essa coisa que acontece dentro de mim
Mas que dentro de você já tem outra conotação
---
O quanto te assusta não faz diferença
O que vale é o quanto você resiste e suporta
Seja com drogas, carinho ou crença
No final do dia não existe escapatória

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Poema 104

Me diz o que está dentro da sua cabeça
O que pensa quando me vê por acaso na rua
O que imagina que sem você agora eu faça
O que te fez abdicar de mim tão sua
---
Quero saber se vale mesmo tanto a pena
Se não sente vontade do meu corpo
Se acha que a distância não envenena
E que afastamento não nos faz perder o foco
---
Eu continuo quebrada como sempre
Ainda posso me orgulhar de ter a coragem
Sei que te querer vai embora da minha mente
Mas por enquanto, apenas saudade

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Poema 103

Te acordo pela manhã com minha boca
Pois antes de dormir você me encantou com a tua
Você que odeia que eu me chame de louca
Me faz perder a noção do real com a língua
---
Te quero e vivo mais que o impossível
Cada gota de saudade transborda do peito
Às vezes os sentimentos são ambíguos
Mas não há além de você outro desejo
---
A noite e a manhã foram minha imaginação
Não existe e ainda demorarão a acontecer
Me diz como é que eu resisto à tentação
De fugir de encontro à você?

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Poema 102

Lapidei meu amor como quem o faz com diamante
De modo que ficasse bonito e útil
Depois de algumas relações alarmantes
Eu me encontrei no teu colo de súbito
---
Ainda sinto a insegurança que me acompanha
Ela paira por sobre a tua certeza
Alguns dias ela persiste e me engana
Apenas para ouvir da tua boca o que não é surpresa
---
Tropeçando eu busco te encontrar
Te entregar essa joia trabalhada
Quem sabe eu possa até me assegurar
Que nossas vidas são assim destinadas

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Poema 101

Eu escrevo sobre amor na poesia
Essa chama que insisto em procurar
Cada novo parceiro me inebria
Mas indubitavelmente já encontrei meu par
---
Eu sorrio e encanto quase todos 
Escondendo cada dia mais a dor da memória
Eu procuro agradar aos diversos gostos
E meu coração continua lembrando nossa história
---
Eu raramente choro à alguém que não seja você
Dificilmente deixo que me vejam nua de verdade
Eu dependo de ti e sabemos o porquê
Pelo menos conto com nossa lealdade

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Poema 100

Eu quis escrever sobre superação
Mas ainda me perco nessas noites
Nessa escura imensidão
Que ultrapasse os dias em que sou forte
---
Eu quis ser melhor pra mim mesma
E me perdi no caos da perfeição
Não há nada que mais me estremeça
Que minha própria desilusão
---
Eu quis um dia não ser quem sou
E seria bem menos do que me tornei
A questão é se gosto do que restou
Ou se abdico dessa vida sem lei

domingo, 4 de setembro de 2016

Poema 99

Te esperei durante horas
Tua vontade só veio à noite
Mesmo sofrendo com a demora
Correspondi como sempre sem pudores
---
Me entreguei inteiramente
Como faço em cada amor que surge
E de algum modo docemente
Você superou qualquer outro que fosse
---
Então mesmo que ainda falte a eternidade
Eu sou tua cada vez mais inteira
Independente que haja a necessidade
Saiba que meu amor é a chama verdadeira

sábado, 3 de setembro de 2016

Poema 98

Nós tivemos poucas noites
Mas me recordo de cada uma
Do seu gosto que quero de longe
De te abraçar e me sentir única
---
Queria te afastar dos males e te pegar pra mim
Te mostrar a vida e os prazeres
Fugir pro mundo e te ter sem fim
Com tudo que possa animar nossos seres
---
Ainda te quero hoje e sempre
E que lindo seria te ter como minha
Mesmo com essa cabeça que nos prende
Seríamos felizes mundo afora sozinhas

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Poema 97

Os fármacos me fazem duvidar da cura
Ao mesmo tempo em que me agarro à euforia
As poucas horas de liberdade da loucura
Me mostram como pode ser a grande alforria
---
Eu não existo mais dentro da consciência
Aos poucos descubro camadas escondidas
Me rendo à psicologia e à ciência
Numa busca que me deixa perdida
---
Resta uma força pro autoconhecimento
Mas a chama apaga quando soprada
Nessa estrada que é só sofrimento
Eu sigo ferida e nunca parada

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Poema 96

Sonho que ao me virar durante o sono
Minhas mãos encontrem tuas costas quentes
Que possa me aninhar de novo no teu colo
E que um beijo na testa me deixe contente
---
Nas manhãs eu queria te encher de beijos
E nas noites me encher de ti
Que me abraçasse quando choro no chuveiro
Mas que principalmente estivesse perto de mim
---
De quando em quando a tristeza me toma 
Apenas por sentir tua falta
Não há nada que faça a saudade ir embora
Eu apenas conto as horas até sua volta